Novas tecnologias de informação e comunicação estão alterando a aquisição do conhecimento de toda a sociedade mundial. A Educação, fator estratégico do processo, ganha uma importância ainda maior em um contexto de globalização. A introdução inicial do computador nas escolas não introduziu a necessidade de se repensar no currículo escolar, mas com o advento dos recursos da informática, principalmente dos softwares educativos e da Internet, iniciou-se uma nova forma de construção do conhecimento. A utilização dos novos instrumentos requisitou a transformação do processo de ensino-aprendizagem, e consequentemente, uma nova visão da relação do professor e aluno. O despreparo da escola, seja pública ou privada, se dá pela falta da interdisciplinaridade didática dos conteúdos ensinados e principalmente, a ausência do conhecimento do professor ao uso e domínio das próprias tecnologias. Trata-se portanto de utilizar a tecnologia para formar professores e suscitá-los a acessar, arquivar e processar dados inerentes a sua área de especialidade para o compartilhamento de seus conhecimentos com o de outras áreas. Mais informações: www.jhonyyamada.com
Informática Aplicada à Educação Física
quinta-feira, 8 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
A era da Informática
TEXTO 03: A era da Informática
Há alguns anos, o computador era considerado um equipamento sofisticado. Atualmente ele já faz parte de nossa vida cotidiana. Está presente nos vários setores da atividade humana, como no comércio, na indústria, nas operações bancárias, na pesquisa científica, no lazer e diversão.
O que é educação a distância
3.5. Educação à distância
O que é educação a distância (*)
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José Manuel Moran
Especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância - jmmoran@usp.br
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Educação a distância é o processo de ensino-aprendizagem, mediado por tecnologias, onde professores e alunos estão separados espacial e/ou temporalmente.
É ensino/aprendizagem onde professores e alunos não estão normalmente juntos, fisicamente, mas podem estar conectados, interligados por tecnologias, principalmente as telemáticas, como a Internet. Mas também podem ser utilizados o correio, o rádio, a televisão, o vídeo, o CD-ROM, o telefone, o fax e tecnologias semelhantes.
Internet e portas educacionais

3.4. Internet e portas educacionais
Portal do Professor – pesquise atividades de educação física no portal do professor .
O Portal do Professor é um espaço para troca de experiências entre professores do ensino fundamental e médio. É um ambiente virtual com recursos educacionais que facilitam e dinamizam o trabalho dos professores.
Ambientes colaborativos de aprendizagem

3.3. Ambientes colaborativos de aprendizagem
Ambiente colaborativo de aprendizagem
A interação organizada entre pessoas que utilizam computadores ou redes de computadores como meio de comunicação, tem trazido contribuições para o desenvolvimento do pensamento reflexivo e habilidades de planejamento que são exigidas para suprir o vazio entre informação e desempenho de trabalho ou de conhecimento.
A proposta central da criação do Ambiente Colaborativo consiste em proporcionar um espaço de construção coletiva do conhecimento, onde cada participante é autor e colaborador e pode usufruir o resultado do esforço de todos. Cabe aqui ressaltar que esta concepção, por si só, não está necessariamente vinculada à Internet / tecnologia / espaço virtual. Trata-se mais de uma concepção filosófica de trabalho onde não existe obrigatoriamente uma hierarquia entre os participantes. Esta estratégia principal é combinada com o espaço virtual proporcionado pela Internet e pela tecnologia de Sistemas de Gerenciamento da Aprendizagem online (SGA) ou Learning Management Systems ( LMS).
Educação a distância: os ambientes virtuais e algumas possibilidades pedagógicas
3.5. Educação à distância
Educação a distância: os ambientes virtuais e algumas possibilidades pedagógicas
Maria Elisabette Brisola Brito Prado1
Nos últimos anos, a educação a distância via telemática ganhou uma nova dimensão, com novas possibilidades e desafios, o que nos instiga a repensar as formas de aprender e de ensinar. Na rede, há uma grande diversidade de informações disponíveis e organizadas de várias maneiras, permitindo seu acesso tanto no sentido da abrangência (favorecendo a multiplicidade de relações) como no aprofundamento (privilegiando as particularidades e detalhes). Mas, em termos de aprendizagem, ter acesso e adquirir informação é a mesma coisa que ter conhecimento?
Equivocadamente, muitas vezes, a informação e o conhecimento são vistos e tratados como sinônimos, mas são conceitos distintos. Reconhecer esta distinção, bem como a inter-relação que existe entre informação e conhecimento, é extremamente importante para a prática do professor e a aprendizagem do aluno. Na sala de aula, muitas vezes, o professor tem a intenção de transmitir conhecimento, mas o conhecimento não se transmite.
O professor certamente tem o conhecimento, mas aquilo que ele transmite para o aluno é informação, que pode adquirir significado para o aluno e ser por ele transformada em conhecimento. A informação, tanto a transmitida pelo professor, como a encontrada na Internet ou, ainda, em outros meios, pode inclusive ter uma organização pedagógica intencional, mas isto não garante que o aluno construa o conhecimento.
Uso de novas tecnologias pode mudar a educação nas escolas
O tablet já é utilizado em escolas particulares e deve chegar às escolas públicas no segundo semestre. A substituição dos livros por tablets é um desafio para pais, professores e alunos
O ivro de papel para livro digital: essa é a tendência dos colégios e universidades brasileiras. Os chamados e-books estão substituindo as pilhas de livros debaixo do braço e ganhando compatibilidade.
As tecnologias estão disponíveis no mercado desde o século XXI, nos mais recentes formatos. Um exemplo é a tecnologia E-Ink, empregada nas telas apenas para refletir a luz, imitando a sensação de leitura no papel. Os e-books podem ser lidos no celular como em páginas tradicionais de livros e não cansam os olhos, porque o computador portátil facilita a leitura e gera luz como uma tela comum.
Segundo Eduardo Pellanda, professor de Comunicação Social da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), à medida que os e-books fiquem mais baratos para se produzir e distribuir deve ocorrer uma inclusão natural das escolas no processo. “Aqui na universidade a nossa editora já está com um catálogo grande de livros digitais que não teriam um modelo comercial para serem lançados em papel”, diz Pellanda.
Para a tutora do Portal Educação, Thais Elena Carvalho, apesar de facilitar a tecnologia aos estudantes, ainda existe outra barreira que deve ser quebrada, que são os custos dos e-books. “O livro digital proporcionará conforto e praticidade, sem dúvida, mas o seu custo não o tornará acessível a todos os alunos, o que dificultará a utilização da ferramenta”, completa Carvalho.
No mercado alguns aparelhos custam em média 130 dólares e podem ser comprados sem imposto. “Entretanto, já existem fabricantes nacionais que podem vender em grande quantidade para o governo”, explica Pellanda.
Qual Será O Futuro Do Livro? A Escrita Vai Desaparecer?
Enfim, o badalado tablet chega à sala de aula
Tablets e netbooks na educação
José Manuel Moran
Há uma pressão enorme para incluir as tecnologias móveis na educação. Alguns colégios e instituições superiores entregam tablets ou netbooks para os alunos como parte do material escolar. Há uma tendência à substituição dos livros de texto por conteúdos digitais dentro de tecnologias móveis. Uma justifica é diminuir de peso das mochilas dos alunos; outra, baratear do acesso ao conteúdo não impresso (além de ser ecologicamente mais correto); também é visto como importante oferecer recursos de pesquisa, de leitura e de comunicação próximos dos alunos, dos ambientes digitais que frequentam, para motivá-los mais a aprender.
Este é um campo minado de discussões, decisões, interesses. Qualquer análise ainda é parcial, provisória, precária. Mesmo assim, esta é a percepção que tenho no momento.
As tecnologias móveis trazem enormes desafios, porque descentralizam os processos de gestão do conhecimento: podemos aprender em qualquer lugar, a qualquer hora e de muitas formas diferentes. Podemos aprender sozinhos e em grupo, estando juntos fisicamente ou conectados. Na medida que entram na sala de aula o seu uso não pode ser só complementar. Podemos repensar a forma de ensinar e de aprender, colocando o professor como mediador, como organizador de processos mais abertos e colaborativos.
No Brasil, os smartphones e os tablets ainda estão numa fase de experimentação dentro das escolas. Trazem desafios complexos. São cada vez mais fáceis de usar, permitem a colaboração entre pessoas próximas e distantes, ampliam a noção de espaço escolar, integrando os alunos e professores de países, línguas e culturas diferentes. E todos, além da aprendizagem formal, têm a oportunidade de se engajar, aprender e desenvolver relações duradouras para suas vidas. Ensinar e aprender podem ser feitos de forma muito mais flexível, ativa e focada no ritmo de cada um.
A tela sensível ao toque permite uma navegação muito mais intuitiva e fácil do que com o mouse. Crianças pequenas encontram os jogos e aplicativos muito mais rapidamente. Com o barateamento progressivo a partir de agora, estarão muito mais presentes dentro e fora da sala de aula. Permitem experimentar muitas formas de pesquisa e desenvolvimento de projetos, jogos, atividades dentro e fora da sala de aula, individual e grupalmente. O professor não precisa focar sua energia em transmitir informações, mas em disponibilizá-las, gerenciar atividades significativas desenvolvidas pelos alunos, saber mediar cada etapa das atividades didáticas. Poderemos ensinar e aprender a qualquer hora, em qualquer lugar e da forma mais conveniente para cada situação. Os próximos passos na educação estarão cada vez mais interligados à mobilidade, flexibilidade e facilidade de uso que os tablets e ipods oferecem a um custo mais reduzido e com soluções mais interessantes, motivadoras e encantadoras. Não podemos esquecer que há usos dispersivos. É cada vez mais difícil concentrar-se em um único assunto ou texto, pela quantidade de solicitações que encontramos nas tecnologias móveis. Tudo está na tela, para ajudar e para complicar, ao mesmo tempo.
As tecnologias móveis desafiam as instituições a sair do ensino tradicional em que os professores são o centro, para uma aprendizagem mais participativa e integrada, com momentos presenciais e outros a distância, mantendo vínculos pessoais e afetivos, estando juntos virtualmente.
As inovações mais promissoras encontram-se em escolas que têm tecnologias móveis na sala de aula, utilizadas por professores e alunos. Os programas de um computador ou tablet por aluno, ainda em fase experimental em centenas de escolas municipais, estaduais e particulares, sinalizam mudanças muito importantes na forma de ensinar e de aprender. As aulas são mais focadas em projetos colaborativos, os alunos aprendem juntos, realizam atividades diversificadas em ritmos e tempos diferentes. O professor muda sua postura. Ele sai do centro, da lousa para circular orientando os alunos individualmente e em pequenos grupos. As aulas de 50 minutos não fazem sentido, porque dificultam a sequência de tempos para atividades de pesquisa, análise, apresentação, contextualização e síntese.
Tablets ou netbooks?
No momento atual é difícil escolher uma das duas ferramentas sem perder algo. Os tablets atraem mais, são mais intuitivos, fáceis de manusear, de ler. Aos poucos chegarão com comandos de voz, sem precisar tocar na tela para acontecer o que desejamos conseguir. Os netbooks aos poucos são mais rápidos, leves e com mais recursos. A tendência é a dos ultrabooks. Os tablets não privilegiam o ato de escrever, fundamental para aprender. Têm teclado, mas ainda não está totalmente integrado, de forma fácil para quem escreve muito. Percebo que é uma questão de pouco tempo para termos no mercado tablets que incorporem os melhores recursos dos notebooks mais poderosos. Na minha opinião não deveríamos, atualmente, optar por uma ou outra ferramenta exclusivamente, mas ter ambas disponíveis para os alunos, permitindo a escolha pessoal, de acordo com o perfil de cada um e de como vai utilizá-los mais. Os tablets e smartphones são mais avançados, inovadores e chamativos. Os notebooks procuram incorporar alguns dos avanços de ambos. É uma decisão ainda em aberto, aguardando a evolução integradora das tecnologias móveis.
Alguns aplicativos para tecnologias móveis
Os aplicativos cada vez mais se adaptam aos principais sistemas operacionais, abertos e fechados. Os aplicativos mais interessantes que conheço, principalmente para smartphones, ajudam no aprendizado de línguas. Cursos inteiros podem ser acompanhados por podcast ou vídeos, com testes adequados e ambientes de colaboração como os que acontecem em redes sociais. Gosto, por exemplo, do LearnEnglish do British Council com histórias em capítulos, jogos, desafios e integração com Facebook e Twitter. Outro semelhante é o ESLPod com histórias do cotidiano e explicações das principais expressões em ritmos diferentes. Tem aplicativos como o Stitcher que organiza os programas de rádio e podcast por temas e línguas e são extremamente variados e atualizados e podem ser acessados a qualquer hora e de qualquer lugar. Tem o Google Earth e todas as possibilidades de utilização principalmente em Geografia, o YouTube com a imensa variedade de vídeos, de canais e de facilidade de postagem de novos vídeos feitos pelos alunos. O Google Sky Map – ao apontar o smartphone para o céu e o Google Sky Map mostrará as estrelas, planetas, constelações e muito mais para ajudar a identificar os objetos celestes em vista. O aplicativo mais conhecido é o Wikipedia - da maior enciclopédia online colaborativa. Também é interessante o Celeste CE - Basta apontar a câmera e ver exatamente onde cada objeto do Sistema Solar está localizado de dia ou noite. O My Class Schedule - Aplicativo para que o estudando organize horários de estudo, notas e todas as informações do seu curso. Tem os aplicativos que utilizam a localização por GPS e que permitem interagir com outras pessoas naquilo que se precisa, enviar fotos, trocar vídeos, desenvolver projetos juntos. A tendência é a de termos muitas mais soluções para todas as nossas necessidades. O que nunca pode faltar é a vontade e o gosto por aprender.
Conclusão
Todas as tecnologias nos ajudam e ao mesmo tempo nos complicam. Depende de como as integramos no que pretendemos. Elas podem nos ajudar a aprender e a evoluir, mas também favorecem a dispersão nas múltiplas telas, aparelhos, aplicativos, redes. Ajudam a comunicar-nos melhor, mas também a desfocar-nos, distrair-nos, tornar-nos dependentes. A educação é um processo rico e complexo de ajudar a aprender, a evoluir, a ser pessoas livres. As tecnologias fazem parte do nosso mundo, nos ajudam, mas ainda precisamos experimentar muito para encontrar caminhos de integração que nos permitam avanços significativos na escola e na vida.
Comentário no blog da disciplina
A aprendizagem que vale a pena
A educação é um processo gradual de aprender a discernir o que pode ajudar-nos a construir uma vida que valha a pena, entre tantas opções possíveis, que nos instrumentalize para ser mais livres, mais autônomos, mais realizados.
A educação nos ajuda a aprender a selecionar, avaliar e contextualizar o que é mais significativo, importante entre tantas informações que nos inundam sem parar, entre tantos sentimentos que despertam, entre tantos valores contraditórios. Aprender a desaprender, a deixar de lado o que já não nos serve mais, o passado que nos oprime, tolhe,a gerenciar melhor nossas escolhas pessoais, afetivas, profissionais cada vez mais coerentes, autênticas, desafiadoras e realizadoras.
A educação é um processo complexo, tenso, contraditório e permanente de tornar nossa vida mais rica, impactante e equilibrada entre conhecer, sentir, comunicar-nos e agir, ampliando nossa percepção de múltiplas camadas da realidade, nossa capacidade de acolher e amar, de enfrentar situações mais complexas, mais desafios e projetos.
O maior desafio que temos é aprender a transformar-nos em pessoas cada vez mais humanas, sensíveis, afetivas e realizadas, andando na contramão de muitas visões materialistas, egoístas, deslumbradas com as aparências. De pouco adianta saber muito, se não praticamos o que conhecemos.
A educação tem também uma dimensão claramente social, de aprender com a experiência dos outros, de inter-aprendizagens, de saber conviver melhor com as múltiplas diferenças de idades, ideologias, culturas, valores. Mas na educação é importante também a dimensão pessoal, de apoio ao desabrochamento das potencialidades de cada um, de oferecer condições para que cada pessoa tenha meios para progredir, para realizar-se, para viver uma vida digna a partir de alguns valores sociais.
A educação é válida quando consegue que mais pessoas se sintam motivadas intimamente a desejar ampliar seu conhecimento, sua sensibilidade, seus canais de comunicação, suas atitudes, práticas e valores em cada etapa das suas vidas.
Aprendemos pouco, quando só focamos uma das dimensões, como a profissional, quando só pensamos em ganhar dinheiro, ter muitos bens, ter mais poder. Aprendemos pouco quando nos acomodamos na rotina, na previsibilidade, em esquemas prontos e não acreditamos que possamos evoluir mais. Aprendemos pouco quando nos mostramos de um jeito diferente ao que percebemos, sentimos e acreditamos. Aprendemos pouco quando desistimos de perseverar no processo de crescer mais, de compreender melhor, de aceitar-nos plenamente, de tentar as mudanças possíveis em cada momento. Aprendemos pouco quando nos preocupamos excessivamente pelo que os demais pensam, pelo julgamento social, pelas aparências, por manter uma imagem que nos faz representar papéis, que nos desfigura em relação ao que somos e a como nos vemos.
A educação é eficaz quando nos ajuda a enfrentar as crises, as etapas de incerteza, de decepção, de fracasso em qualquer área e nos ajuda a encontrar forças para avançar e achar novos caminhos de realização.
A educação é eficaz a longo prazo, quando ao olhar para trás, conseguimos perceber que avançamos, que evoluímos passo a passo, no meio de contradições, desvios e incertezas e que nos mantivemos coerentes com nossos valores fundamentais pessoais, familiares, profissionais e sociais.
A educação é mais eficaz quando conseguimos fazer a ponte entre nossas expectativas e contradições, construindo uma identidade coerente, que integre o pessoal, o profissional e o social.
Fonte: http://moran10.blogspot.com/
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Além de ter que comprar o tablet e os livros digitais, há algum outro custo envolvido? Os aplicativos dos livros digitais nas lojas da Apple (App Store) e do Google (Android Market) serão pagos?
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